
Estamos às vésperas da decisão dos principais estaduais do Brasil - com ressalvas para Gaúcho e Mineiro, já decididos - e resolvi reativar o Blog. Poderia ter feito isso desde o começo do ano, seria uma data dita "redonda", um trabalho mais completo e digno, mas não me preocupei com isso. Vamos fingir que comecei na primeira rodada do Brasileiro e fica tudo certo.
Pois bem. A final mais interessante, desculpem-me as outras, é a do Rio de Janeiro. Aliás, graças a Deus, já que é a que acompanho mais de perto e que envolve sentimentalismo e emoção extras para o blogueiro. O Botafoguense está desconsolado, terceira final seguida contra o Flamengo, duas já perdidas. Para completar a trilogia, sinto que esta também está se esvaindo. Evidentemente, há razões. Em 2007, erro cabal da arbitragem. Em 2008, o Flamengo da Libertadores era melhor que o Botafogo de Cuca. Este ano, falta de sorte. Ou vocês já viram no mesmo lance os dois principais jogadores de um time machucarem-se às vésperas de uma partida decisiva? Só acontece com o time da estrela. Pelo menos acabaram-se as reclamações alvinegras, o que por si só é um bom prenúncio.
Em São Paulo, a ressurreição de Ronaldo parece perto de um final apoteótico. Aliás, um merecido gran finale para o fenômeno. Nunca duvidei de Ronaldo, nunca considerei injusto todos os holofotes caírem sobre ele desde sua volta ao Brasil. Sua contratação foi surpreendente, quase tão bombástica quanto a de Romário pelo Flamengo em 95. O Corinthians voltou de vez. Despertou da inércia da segunda divisão e ressurge forte, favorito e vencedor. Tem um líder, um guia e uma referência. E não me venham falar em conduta fora do campo, porque se o atleta rende dentro dele nenhuma crítica faz sentido. Já ouviram falar em Garrincha?
Poderíamos citar também o paranaense. Se o Atlético perder este título na última rodada diante do Cianorte podendo jogar todas as sete partidas do octogonal na temida Arena será uma vergonha. Na verdade, o título deveria ter vindo no último domingo, num clássico retumbante contra o Coritiba, mas a partida, cheia de gols e alternativas, acabou coroando o alviverde centenário, que ainda junta forças para tentar sagrar-se campeão. É possível, e seria essencial para Renê Simões começar seu trabalho em águas mais que tranquilas. Esperemos e fiquemos atentos ao J. Malucelli, que pode surgir como azarão.Em breve, análise geral e apostas para a Copa do Brasil, uma competição do jeito que o Brasileiro gosta.

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