quarta-feira, 13 de maio de 2009

Mudança de endereço...

Pessoal,
Venho comunicar que meus pitacos agora tem dono: Botafogo de Futebol e Regatas.
Assim sendo, informo que embarquei em um projeto mais arrojado, mais completo, mais a altura de quem um dia leu este blog e buscou aqui informação sobre futebol.
Agora estou comentando o Botafogo para o blog: www.rivaisdorio.wordpress.com
É uma iniciativa entre amigos, algo realmente inovador e que com certeza trará muita qualidade na cobertura do futebol carioca.
Portanto, se um dia sentirem minha falta, é só clicar no link acima. Simples assim.
Meus mais sinceros agradecimentos por todos os que gastaram um pouco do seu tempo lendo minhas postagens aqui. Saibam que também gastei um pouquinho do meu escrevendo, e que fiz isso por todos vocês. Muito Obrigado.

Henrique Fernandes

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Quanto vale um árbitro?

O título desta postagem é sim insinuante e maldoso. E sim, obviamente é motivado por um acontecimento recente do mundo do futebol. Fato é que, poucas vezes na história, foi vista uma arbitragem tão desastrosa como a de Tom Henning Övrebo, trapalhão norueguês que comandou Chelsea 1x1 Barcelona, pelas semifinais da Liga dos Campeões da Europa.


Sou velhaco no mundo do futebol. Velhaco demais para saber que na grande maioria das vezes que um juiz de futebol erra em uma decisão, ele apenas ERRA; mas velhaco demais também para não pensar que um juiz que deixa de marcar quatro (QUATRO!!) pênaltis claros para uma equipe em uma partida decisiva o fez apenas por deficiência técnica.

Fosse na várzea nossa de cada dia, entenderíamos. Quantas e quantas vezes nos deparamos com arbitrozinhos tapa buracos, com proeminentes barrigas de chopp e o fôlego de um fumante inveterado asmático na altitude de La Paz? Ora, eles existem e estes aí podem errar. Poder não podem, mas ao olhar para um deles, tudo se justifica. Mas não é o que nosso amigo Tom Henning é.

Tom Henning Övrebo é norueguês nascido na capital Oslo. Tem 42 anos, é psicólogo. Apita em seu país há 17 anos, totalizando mais de 220 jogos do campeonato nacional arbitrados. Tornou-se árbitro Fifa ainda em 1994. Apitou a fase de qualificação das últimas duas Eurocopas e das duas últimas Copas do Mundo. Foi o árbitro de Itália 1x1 Romênia e Alemanha 2x0 Polônia, na última Eurocopa. Definitivamente, Tom Henning Övrebo não é qualquer arbitrozinho de campeonato de bairro.

Então a gente que gosta de futebol fica aqui se perguntando o que leva um cara com quase 20 anos de estrada no esporte a cometer erros tão infantis em uma partida tão importante. Ninguém que chega tão longe como o velho Tom chegou é tão fraco a ponto de ignorar 4 penais claros, independentemente da camisa envolvida em cada lance. Tudo isso faz com que, até mesmos velhacos do futebol como eu e você, pensemos mal sobre o senhor Övrebo.

Em um futebol de altas cifras, investimentos milionários, espera-se retorno alto e não poupa-se esforços para isso. Aliado a isso, a premissa de que "todo homem tem seu preço" nos deixa ainda mais em dúvida. Fosse o criticado Chelsea de Roman Abramovich, com seus dólares vindos sabe-se lá de onde o beneficiado pelos "erros" do árbitro, e não o prejudicado como foi, já teria pipocado um ou outro oportunista para suspeitar de que Tom Henning Övrebo pensou em sua carteira em todos os lances polêmicos do jogo.
Este blog não quer levar a sério esta suspeita e não quer reduzir a fabulosa vitória do Barcelona sobre o Chelsea a isto. Não tenho razões concretas para questionar a dignidade deste árbitro norueguês, muito menos para insinuar que o Barcelona com sua grandeza catalã centenária tenha se valido de meios tão ilícitos para conquistar o resultado. Seria injustiça com a nação blaugrana e com o iluminado Andrés Iniesta, autor do gol da classificação.

Mas é sempre bom tomar cuidado e analisarmos os fatos.


PS: Comovente a cena do garotinho torcedor do Chelsea chorando copiosamente após a derrota. Infelizmente não a encontrei para compartilhá-la com vocês, mas na hora que vi, me arrepiei.

PS 2: Compreensíveis, porém lamentáveis as reações de Ballack e Drogba na partida. O primeiro, peitou nosso amigo Tom Henning (Foto da esquerda). O segundo, bradou palavrões em direção a uma câmera de TV após o jogo e a matriarca Övrebo acabou ouvindo poucas e boas. (Foto da direita)




































terça-feira, 5 de maio de 2009

Batuta fenomenal

Não há outro nome a ser reverenciado no campeonato paulista que não o de Ronaldo. No começo do ano, numa tacada de mestre, o Corinthians o anunciou como grande atração para a volta a série A depois do martírio da segundona. Articulou uma estratégia financeira maravilhosa, traçou um planejamento com privilégios e todo o prestígio do mundo ao Fenômeno, deixou o Flamengo, paixão de infância do jogador, comendo poeira em termos de organização e assegurou, nesta surpreendente tacada de mestre, a mais retumbante contratação da temporada. E o efeito da chegada de Ronaldo ao Parque São Jorge, como diria Nélson Rodrigues, foi uma bomba.

Humilde e genial, Ronaldo por si só já é um aglutinador de elenco. Desde sua chegada só o que se ouviu dos jogadores do Corinthians foi sobre como estavam sentindo-se honrados por trabalharem com o Fenômeno. Evidente que tal empolgação refletiu-se dentro de campo e todos correram mais para que o craque pudesse brilhar com a bola no pé. Então, o Corinthians ficou imbatível.

Não houve adversários ao longo da campanha. Muitos empates, é verdade, mas neste ponto sou obrigado a concordar com Mano Menezes em uma de suas entrevistas ao longo do ano. Disse ele que seus times entravam em campo, evidentemente, para conseguir a vitória, mas caso a vitória ficasse difícil, a prioridade absoluta era "negociar" o empate. Para bom entendedor, isso significa "arriscar-se o mínimo possível caso o adversário cause tanto perigo que complique as chances de vitória". Desta forma, o Corinthians de Mano empatou mais que qualquer um no Paulista, mas em contrapartida, não perdeu pra ninguém.

Ganhar o título do torneio estadual mais difícil do Brasil de maneira invicta é algo extremamente louvável e alça Mano Menezes e o elenco do Corinthians ao status de favorito ao campeonato Brasileiro deste ano. O time é competitivo, incrivelmente estável, está confiante, aguerrido e o mais importante: contará com Ronaldo no Brasileiro. Mais que isso: será liderado por Ronaldo no Brasileiro.

Ontem a noite, a FPF anunciou os melhores do campeonato Paulista. Não por acaso, o Corinthians emplacou 7 jogadores de seus quadros na premiação: do eficiente André Santos ao surpreendente Alessandro, passando pelo talismã Cristian e, claro, culminando com o prêmio de craque do campeonato para - mais uma vez ele aparece - Ronaldo. Os outros corinthianos premiados foram o zagueiro-artilheiro Chicão, o meia Elias - o melhor para o Fenômeno - e o goleiro Felipe, decisivo nas finais contra o Santos. Todos os prêmios incontestáveis e dignos da retomada do Corinthians, que desde 2001 não reencontrava o seu caminho.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Carioca do Flamengo, da sorte, e de Cuca




O Botafogo foi valente. Essa pra mim é a síntese da partida maravilhosa que aconteceu ontem a tarde no Maracanã e definiu o campeonato carioca. Correu, lutou, fez um segundo tempo interessantíssimo. O Flamengo aproveitou-se da principal vantagem que tinha: um time sem desfalques e motivado. A torcida do Fla, claro, fez sua parte e Kléberson esteve impecável no primeiro tempo. Aliás, Kléberson e Bruno. O Botafogo fez o que pôde e quase chegou ao título, mas esqueceram-se de combinar com o goleiro do Flamengo. Um pênalti defendido no tempo normal, outros dois na decisão por pênaltis. Foi soberbo. Fica a dúvida: se em vez de Botafogo sem Maicosuel e Reinaldo fosse o Flamengo sem Bruno e Kléberson o campeonato teria um desfecho diferente? Nunca saberemos.

Resta agora parabenizar o Flamengo pela conquista que só evidencia ainda mais a hegemonia do clube nos últimos anos (7 taças nos últimos 11 campeonatos) e consolida a hegemonia histórica, de 31 títulos vencidos, contra 30 do rival Fluminense. Além disso, o Flamengo - maior finalista histórico do campeonato carioca, com 60 decisões - garante o número maior de vitórias (31) que derrotas (29) nestes jogos decisivos. Para quem gosta de números e estatísticas, algo de encher os olhos.

E Cuca? Enfim, Cuca ganhou. A meu ver Cuca já merecia a conquista há muito tempo. Dois vices pelo Botafogo. O contestável campeonato de 2007 e o de 2008, em que seu time de fato era pior que o do Flamengo. Este ano, Cuca teve a sorte que lhe faltou nos anteriores e conseguiu sagrar-se campeão pela primeira vez na carreira como treinador. Em sua coletiva ontem pediu uma trégua aos críticos que sempre lhe cobraram pela falta de taças e espero que tenha esta trégua, até que arranjem outra maneira de provocar o treinador mais emotivo, inquieto, obstinado e agora sortudo, do futebol carioca. Cuca está de parabéns e poderá agora, livre de esteriótipos, seguir sua jornada profissional.

domingo, 3 de maio de 2009

Um parêntese mais que justificável para falarmos da decisão do campeonato carioca e do meu já conhecido e notável fanatismo pelo Botafogo de Futebol e Regatas. Fundamentarei as linhas que se seguirão até um momento mais do que epifânico da minha vida. Um momento de ressureição.

Estava conversando com um amigo botafoguense, ainda lambendo as feridas do desfecho triste da jornada de hoje do Botafogo. Ele, resignado e orgulhoso pelo brio do time, confessou-me ter chorado de emoção quando o Botafogo equilibrou a luta e marcou seu inimaginável gol de empate. Disse ainda ele que nunca tinha chorado de alegria na vida, como chorou depois do gol de Túlio Souza.

Subitamente, pensei em onde estava no momento deste gol tão importante para meu amigo. Evidente que estava assistindo ao jogo, com o coração botafoguense mais que inundado do mais sincero amor de torcedor. Transportei-me para uma semana antes quando vi, desiludido, o Flamengo arrancar um empate na primeira partida da decisão, e um horizonte tenebroso desenhar-se para todo Botafoguense, quando Maicosuel e Reinaldo, Garrincha e Quarentinha modernos, deixaram o gramado do Maracanã sem condições de jogar a partida de volta.

A semana arrastou-se sem a notícia sobre Reinaldo. Maicosuel, ainda na noite do último domingo, era carta fora do baralho. Ora, tratava-se do melhor jogador do campeonato, o artilheiro, a esperança e o trunfo. Sensato seria aquele que apostasse em Maicosuel como o grande nome da finalíssima que não coroou o time dele, o Botafogo, como o melhor time do estado. Pois bem, Maicosuel nunca jogaria esta partida. Nunca estaria lá para com sua capacidade e talento, dar aos Botafoguenses a forra que esperam há três anos, desde quando a rivalidade entre rubro-negros e alvinegros deixou de ser mais uma para se tornar a maior da cidade.

O silêncio sobre a presença de Reinaldo virou dor. A dor física que ele sentia, e que a aflição da espera deixava no coração do Botafoguense. Então vem a notícia de que ele não joga, como se fosse pouco Maicosuel fora da partida, também seu comparsa, seu parceiro de peripécias estava oficialmente alijado do jogo. Em quem confiar agora? Em quem acreditar?

Chega o dia do jogo. Fileiras de flamenguistas congestionam a entrada do estádio. Tarde de sol no Rio de Janeiro, canções e alegria permeam a entrada principal do Maracanã, reduto rubro-negro das grandes batalhas. É pura confiança. No outro portão, o mais modesto, os Botafoguenses definitivamente não são sombra numérica dos rivais. Lá estão os cavaleiros da esperança do time da estrela solitária, como que acreditando nas profecias antigas do Botafogo forte, do Botafogo de Carlito e Garrincha, que tinha o sobrenatural ao seu lado nos certames mais difíceis.

O Botafogo necessitava de todo o sobrenatural e mais um pouco para derrotar o Flamengo naquela tarde. Do lado alvinegro da final, os olhos procuravam-se como se buscassem auxílio uns nos outros, mas pressentindo que este auxílio jamais viria. Procurava-se enfim algo de positivo para dar esperança, algo em que aqueles bois no matadouro pudessem agarrar-se para vencer a decisão. Conseguiria o Botafogo sem suas duas principais peças ser mais forte que o Flamengo e seus milhões de fãs? Conseguiriam os jovens jogadores que trajariam o manto de Jairzinho, Gérson e Didi naquela tarde, serem Jairzinhos, Gérsons e Didis em campo? O consenso era geral e doloroso: é dia de Flamengo, mais uma vez.

A primeira metade do jogo se vai com o placar acusando dois a zero para o time rubro-negro. Ora, se ainda houvesse no terço de torcedores Botafoguenses salpicado no Maracanã algum bastião da confiança e da fé, este desmoronara em apenas 45 minutos de futebol apático dos jogadores alvinegros. Eu mesmo, recolhido em casa, sentia-me mais derrotado que se a partida tivesse acabado.

Blasfemei. Praguejei contra a má sorte. A resignação de antes do jogo deu lugar quase que imediatamente a um ódio por não estar do outro lado, festejando a vantagem que os primeiros lances do jogo haviam conferido ao Flamengo. O problema, evidentemente, não era perder o jogo. Perder é do futebol e tão natural quanto ganhar, analogamente a vida e morte nos nossos cotidianos, mas o Botafogo não era Botafogo. Era um apanhado de gente correndo sem direção, sem motivação, sem alma. O Botafogo não era mais nada.

Então quinze minutos passaram-se. Os quinze minutos que separam o primeiro do segundo tempo foram um divisor de águas não só para a partida, mas para meu sentimento como Botafoguense, para completá-lo, para fazer-me voltar a ter consciência do que representava minha paixão absoluta pelo clube de General Severiano, até mesmo inexplicável. Haviam mais 45 minutos a serem jogados e isso era uma verdade que me pareceu tão cristalina naquele momento quanto me parecia anunciada a derrota, talvez uma das mais humilhantes na vida. Mas mesmo derrotado eu tinha que estar ao lado do time.

Ainda ressabiado, vi a bola começar a rolar para o segundo tempo. Pênalti. O Botafogo erra a cobrança, e então, gol! Diminuimos o marcador e sufocávamos o Flamengo de uma maneira tão arrasadora que o gol de empate seria uma questão de tempo. Os milhões estavam calados, o terço cantava como que impulsionando o time qual um motor. E envolvido pela partida, eu e Botafogo voltamos a ser um só, e éramos esperança e fé. Então vem o momento do qual falei no começo desta crônica. O momento que arrancou lágrimas de meu amigo e que me trouxe de volta a vida.

O Botafogo ferido e desacreditado fez o gol de empate. Num jogo comum, seria uma bela reação, mas não foi o que foi no Maracanã esta tarde. Os 80 mil presentes presenciaram uma das mais belas ressureições dos mais de 50 anos de história do maior do mundo. O Botafogo, modesto, Davi diante de um Golias todo-poderoso, o Botafogo que tinha tudo contra, o Botafogo sem torcida, sem seu craque, sem mais nada, estava forte na decisão, contra tudo e contra todos. O Botafogo nunca foi tão fênix quanto nesta tarde. Nem ele, nem ninguém!

Em casa, reagi da maneira mais surreal possível ao gol. Meu "eu-Botafogo" só conseguiu desabar ao chão, sem emitir uma palavra. Caído, queria gritar, queria chorar, tudo ao mesmo tempo, mas só conseguia numa prova de amor incondicional e num assomo inesperado de fé beijar a estrela solitária enquanto agradecia a Deus por me trazer de volta a vida, miraculosamente. Enquanto isso, onde quer que estivesse, meu amigo Botafoguense pela primeira vez na vida chorava de alegria.

O Botafogo perderia aquela partida nos pênaltis. Mas depois de ver o que foi o jogo, ver como um time pode a qualquer momento reagir e ressurgir de lugar nenhum como o Botafogo fez, eu não poderia exigir nada mais daquele time. Não preciso dizer que se houve em minha vida um rito de passagem para garantir amor eterno a este clube da estrela solitária foi este jogo. Há que se ter fé em qualquer circunstância, em qualquer momento da vida. Há que se acreditar sempre no Botafogo e em sua estrela, em sua história, em tudo o que é. Há que se ir ao estádio, desabar no chão para comemorar um gol e há que se chorar de alegria como meu amigo fez, não só no futebol, mas na vida. E em toda ela.

São lições que o futebol, com toda sua sutileza e imprevisibilidade ensina e que valem tomar nota e levar pra vida toda.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Toca pra quem sabe de volta!


Estamos às vésperas da decisão dos principais estaduais do Brasil - com ressalvas para Gaúcho e Mineiro, já decididos - e resolvi reativar o Blog. Poderia ter feito isso desde o começo do ano, seria uma data dita "redonda", um trabalho mais completo e digno, mas não me preocupei com isso. Vamos fingir que comecei na primeira rodada do Brasileiro e fica tudo certo.

Pois bem. A final mais interessante, desculpem-me as outras, é a do Rio de Janeiro. Aliás, graças a Deus, já que é a que acompanho mais de perto e que envolve sentimentalismo e emoção extras para o blogueiro. O Botafoguense está desconsolado, terceira final seguida contra o Flamengo, duas já perdidas. Para completar a trilogia, sinto que esta também está se esvaindo. Evidentemente, há razões. Em 2007, erro cabal da arbitragem. Em 2008, o Flamengo da Libertadores era melhor que o Botafogo de Cuca. Este ano, falta de sorte. Ou vocês já viram no mesmo lance os dois principais jogadores de um time machucarem-se às vésperas de uma partida decisiva? Só acontece com o time da estrela. Pelo menos acabaram-se as reclamações alvinegras, o que por si só é um bom prenúncio.



Em São Paulo, a ressurreição de Ronaldo parece perto de um final apoteótico. Aliás, um merecido gran finale para o fenômeno. Nunca duvidei de Ronaldo, nunca considerei injusto todos os holofotes caírem sobre ele desde sua volta ao Brasil. Sua contratação foi surpreendente, quase tão bombástica quanto a de Romário pelo Flamengo em 95. O Corinthians voltou de vez. Despertou da inércia da segunda divisão e ressurge forte, favorito e vencedor. Tem um líder, um guia e uma referência. E não me venham falar em conduta fora do campo, porque se o atleta rende dentro dele nenhuma crítica faz sentido. Já ouviram falar em Garrincha?









Poderíamos citar também o paranaense. Se o Atlético perder este título na última rodada diante do Cianorte podendo jogar todas as sete partidas do octogonal na temida Arena será uma vergonha. Na verdade, o título deveria ter vindo no último domingo, num clássico retumbante contra o Coritiba, mas a partida, cheia de gols e alternativas, acabou coroando o alviverde centenário, que ainda junta forças para tentar sagrar-se campeão. É possível, e seria essencial para Renê Simões começar seu trabalho em águas mais que tranquilas. Esperemos e fiquemos atentos ao J. Malucelli, que pode surgir como azarão.
Em breve, análise geral e apostas para a Copa do Brasil, uma competição do jeito que o Brasileiro gosta.